
Muitos pensam que a gestão estratégica de uma grande empresa funciona como a candonga de quintal, onde só se pede dinheiro emprestado quando o negócio está a falir, o que é uma grande mentira, porque ter lucro e pedir financiamento não é uma contradição: é pura visão de negócio.
A nossa Sonangol, mesmo quando está a dar lucros, precisa de recorrer ao crédito bancário, mas isso é sinal de virtuosidade , porque serve para proteger o dinheiro em caixa, financiar investimentos de longo prazo como os projectos dos blocos em desenvolvimento, o TOBD as refinarias , pagar dívidas antigas e organizar o fluxo de caixa. O segredo não é fugir das dívidas, mas sim garantir que o empréstimo vai criar valor e render muito mais do que o custo dos juros.
As maiores empresas do mundo, que facturam biliões de dólares e têm cofres cheios de dinheiro, fazem exatamente a mesma coisa. Elas vão aos mercados internacionais pedir financiamento para expandir os negócios, construir refinarias e comprar outras empresas.
Jogam nesse campeonato grandes conglomerados como a Saudi Aramco (a maior do mundo), ExxonMobil, Shell, Chevron e Petrobras, para só citar alguns.
Confundir alta finança com zunga ou esquema da candonga é falta de visão. No topo do mundo dos negócios, o crédito é uma ferramenta de crescimento, não um pedido de socorro.