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Projecto agrícola da SADC beneficia de dez milhões da UE

A segunda fase do Projecto de Apoio à Operacionalização da Política Agrícola Regional da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) conta com o reforço financeiro de dez milhões de euros, desembolsados pela União Europeia (UE), assegurou esta quinta-feira, em Luanda, o ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos.

Ao intervir na cerimónia de lançamento do projecto denominado “Stosar 2”, o governante avançou que Angola vai beneficiar de 250 mil euros do valor total, para financiar programas do Governo.

Referiu ainda que o financiamento, a ser desembolsado num período de quatro anos, vai operacionalizar a política agrícola do país e dos estados membros da SADC.

Sublinhou que a continuidade do projecto em Angola vai fortalecer a saúde animal, incluindo a monitorização e mitigação das doenças transfronteiriças de impacto, como a febre aftosa, a peste em ruminantes e a gripe aviária patogênica, que afectam o comércio de animais e produtos de origem animal.

“À semelhança do Stosar 1, lançado em 2019, a nova fase do projecto vai intensificar a promoção da segurança alimentar, o desenvolvimento económico, a redução da pobreza e a integração regional por via da agricultura”, considerou.

Por outro lado, Isaac dos Anjos reconheceu que o país ainda enfrenta muitos desafios que exigem abordagem abrangente, incluindo, a lacuna de dados, mudança na dieta alimentar, deficiências de políticas e limitações na partilha de conhecimentos.

De acordo com o ministro, Angola também regista lacunas na colecta de dados apropriados e na avaliação da disponibilidade de alimentos, bem como na elaboração da folha de balanço alimentar abrangente.

Desenvolvido pelo secretariado da SADC, em parceria com a FAO, o projecto Stosar 2 surge através de um processo consultivo alargado com os países membros, baseando nos ensinamentos e nos resultados alcançados na fase 1.

A iniciativa debruça-se na melhoria do acesso aos mercados para a produção de vegetais e animais da região, no reforço da capacidade dos países membros da SADC, no quadro dos requisitos internacionais de exportação, assim como na melhoria da competitividade dos produtos agrícolas da região na esfera global.

A primeira fase, com prazo de execução de quatro anos, envolveu o financiamento de nove milhões de euros, também da União Europeia, para fomentar a actividade agrícola de 16 países da região.

Segundo o relatório da primeira fase, o projecto apoiou também, tecnicamente, mais de 86 profissionais do Instituto de Desenvolvimento Agrário, das províncias de Luanda, Bengo, Huambo, Benguela, Huíla, Namibe, Bié e Cuanza-Sul.

Fonte: Angop

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